Solitude Standing

Terminei hoje umas férias que não programei assim.

Fruto de acasos da vida (alguns terríveis, infelizmente), o que programara acabou por não ser possível realizar e ficará adiado «sine die».

Acabei por optar não desmarcar os 10 dias de férias e aproveitar para os passar com alguém que me pareceu precisar bastante da minha companhia: EU.

Assim, para além de ir a um concerto já há bastante tempo programado e em que estive bem acompanhado, acabei por passar o resto dos dias sozinho e a gostar da companhia (ressalva para uma tarde de sábado em que com o meu filho mais novo fomos à Luz ver o Benfica B jogar, e como é bom telefonar, desafiar e do lado de lá a voz dele aceitar o convite…).

Acabei por não parar quieto, a não ser quando elegia uma qualquer esplanada, de preferência com vista para o Tejo ou para o Atlântico para dar a estocada final no Game of Thrones (obrigado Kindle por existires, este é o início de uma bela amizade).

Mas, dizia, não parei quieto e não fiz planos (quem me conhece sabe que isso para mim é “complicado”). Saía de casa dos meus pais e decidia no caminho para onde ia deixar o carro levar-me. Na segunda tive o há muito adiado almoço com o J (um dos meus 3 Amigos que me têm apoiado/aturado durante este período de mudança). Falámos, rimos, quase chorámos (ninguém nos manda beber tanto), conversámos sobre o que nos rói por dentro (elas, sempre elas), sobre o que nos alegra e entristece (ah JórJus que só nos móis a paciência com o que fazes ao Glorioso) e agendámos novas aventuras.

De resto, foram 6 (seis) idas ao cinema, irmãmente divididas entre a Cinemateca e a oferta corrente da Lusomundo, mas isso talvez venha a analisar em posts próximos, se para aí me der…

Foi bom dividir o tempo entre Lisboa e a praia (mesmo que só uma das vezes tenha de facto feito uma tarde de praia). Mas ter o mar por companhia em vários dos dias, foi algo que me estou a habituar a não dispensar.

Ontem ainda acabei a tarde em mais uma esplanada de vista magnífica (a do Le Chat http://4sq.com/SA6pyW) com o outro J em cavaqueira que com ele é sempre calma, pensada e agradável, e de onde vêm sempre conselhos e opiniões úteis.

Tive “des””ilusões”, chamo-lhes assim porque foram aquelas coisas que sabia que não iam acontecer mas que mesmo assim insisti comigo próprio que sim, que aconteceriam, embora tudo apontasse no sentido contrário. Não me deixei vencer por esses momentos (embora por vezes tivesse parecido a mim próprio que sim).

Dei por mim a chorar no cinema por ouvir uma música ou por me reconhecer num momento (ou num percurso) de um personagem, mas ultimamente ando assim, it’ll pass in time.

Daqui a umas horas regresso a Aveiro e confesso, estou com saudades do meu novo canto de mundo, o que é estranho pois só o habito há mês e meio, mas já me fazem falta os seus recantos e os meus hábitos que nele nascem.

Não sei se já vos disse que sou feito de música, e por isso deixo-vos a banda sonora deste post e que foi também um pouco a das minhas primeiras férias comigo.

Suzanne Vega – Tom’s Dinner http://www.youtube.com/watch?v=mNWyF3iSMzs

Walker Brothers – The Sun Ain’t Gonna Shine (Anymore) http://www.youtube.com/watch?v=0q6YWDm0GSU

The Kills – Last Goodbye http://www.youtube.com/watch?v=bUoRfUNGG2k

Alt-J – Ripe&Ruin + Tesselate http://www.youtube.com/watch?v=GG8qvVNAGMY&feature=plcp

Mumford and Sons – Little lion man http://www.youtube.com/watch?v=lLJf9qJHR3E

Radiohead – Fake Plastic Trees http://www.youtube.com/watch?v=pKd06s1LNik

Pixies – Debaser http://www.youtube.com/watch?v=JLuNemggM9I

Bob Dylan – Duquesne Whistle http://www.youtube.com/watch?v=vANZ-GGaOC0

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