(re)construção

Pela terceira vez nesta década a casa em que inicio o ano é diferente da do ano anterior.

Talvez seja agora a hora de (re)construir um lar.

Bom 2015!

Cinematic Orchestra’s “To Build A Home” featuring Patrick Watson Live @ The Barbican in London, 2007

Benvindos a 2015!

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Beware of Mr. Baker

Há músicos e Músicos.

Há alguns que se tornam míticos. Ginger Baker é um desses casos.

Louco, irrascível, genial.

Beware of Mr. Baker é um documentário que exprime uma reverência extrema pelo génio, mas não esconde nunca o homem por trás, em toda a sua loucura e toda a sua fraqueza, dando-nos um retrato que julgo honesto de um dos maiores bateristas do nosso tempo.

Conta com testemunhos de imensas pessoas que com ele privaram e privam e mostra-nos alguém que embora por vezes odiado ou desprezado, é sempre reverenciado pelos seus pares.

Mi casa es su casa. Deleitem-se.

A ver, e fundamentalmente, a Ouvir.

Paris, Texas

Revisto hoje na Cinemateca da forma mais perfeita possível: acompanhado da única companhia que ali queria que não a da solidão, e com uma cópia suja, com falhas, riscos e saltos, mas no fundo apenas igual ao deserto onde tanto do filme se passa.

Um filme sobre o Amor (que mais há?), e sobre a coragem de deixar quem se ama para que alguém que se ama ainda mais, possa ser feliz. Ou sobre a cobardia de ter medo de falhar no amar e fugir para não fugir mais tarde.

A banda sonora é um dos discos da minha vida…

Esta é a cena que sei quase de cor, muito por culpa das n vezes que ecoou na minha cabeça durante a audição do disco:

Wenders, ou a América vista pelos olhos de um europeu que sempre por ela se fascinou sem a ela nunca se vender…

Eusébio

eusébio estoiro no ar

Há coisas que passam de pais para filhos, algumas boas, algumas más.

Uma das que me orgulho de ter herdado do meu Pai e de ter passado aos meus Filhos é a paixão pelo Benfica, por tudo aquilo que ela significa, e que a frase “Podes mudar de terra, de país, de emprego, de partido, de mulher ou marido, mas nunca, nunca, mudas de clube.” tão bem simboliza.

No Natal de 2012 eles deram-me uma prenda cheia de significado: a primeira coisa que o Museu Cosme Damião editou, a caixa com a Camisola Oficial do Eusébio. Um Pai derrete-se até mais não, quer vesti-la mas, nunca, nem mesmo quando corremos o risco de ser Campeões Nacionais ou de vencer a Liga Europa, nunca achei que a ocasião estivesse à altura de semelhante símbolo da nossa Paixão pelo Sport Lisboa e Benfica.

Hoje despertei para descobrir essa triste notícia de que
O MAIOR JOGADOR PORTUGUÊS DE TODOS OS TEMPOS
esse mesmo, o Eusébio da Silva Ferreira, tinha deixado este jogo da vida. Passadas algumas horas o telefone tocou e era o mais velho a perguntar: “Vou lá, queres vir?” e claro que lhe respondi que sim, porque afinal a “culpa” de eles vibrarem e sofrerem, até mais do que eu, com o Benfica, é minha.

Acrescentei ainda “– Olha, vou vesti-la. “

“- Claro que sim.” ripostou, sem precisar de mais explicações.

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E por isso, hoje vou lá, ao nosso Estádio, infelizmente não ao que o viu brilhar tantas e tantas vezes, mas ao seu sucessor, para lhe prestar uma última homenagem, a ele, ao King, ao Pantera Negra, ou, mais simplesmente, ao Rei Eusébio, e agradecer-lhe ter sido o maior contribuidor para tornar grande a Paixão que temos pelo Benfica.

Até sempre, King!

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